10 de fevereiro de 2026

Para que serve sentir antes?

Uma sensação.
Algo está acontecendo. Ou vai acontecer?

“Deixa de besteira”, penso. Deve ser a TPM, o início de um novo ano e suas reflexões inevitáveis, aquele problema que não sei como resolver. Deve ser só um pensamento negativo. Pode ser isso. Ou aquilo.

Tento achar uma explicação para algo que não sei descrever, mas que, no fundo, sei nomear: intuição. Nenhuma tentativa de racionalizar se sustenta. O tempo sempre responde, quando o motivo finalmente acontece: "sim, você estava sentindo exatamente isso".

Quando essa sensação chega, não é simples. É uma certeza que pesa, mesmo sem provas. Uma angústia que grita. Algo que martela sem parar. Desabafo com as pessoas, mas elas dizem que é “coisa da sua cabeça”. Não sei explicar como, mas sei que não é.

Essa intuição é sempre angustiante assim? Não. Existe o oposto. Sensações leves, quase silenciosas, como se a vida soprasse um aviso gentil. Um sentir que acalma, aquece, confirma.

Mas hoje, mais uma vez, foi a outra que estava certa.
E então me pergunto: para que serve sentir antes?
Esse sempre foi um dos grandes questionamentos da minha vida.
E continua sendo…

Talvez sentir com antecedência não seja para mudar o destino, mas para preparar o coração. Mas para que serve isso, afinal? Não sei. Talvez seja apenas um aviso que chega cedo demais, um peso sem solução. Ou talvez, quem sabe, seja isso: um saber que não pede explicação. Só silêncio. Escuta. E coragem.
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